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Pílula do dia seguinte: como funciona, até quando tomar e dúvidas frequentes

  • Foto do escritor: Dra Júlia Cargnin
    Dra Júlia Cargnin
  • 12 de fev.
  • 3 min de leitura

Por que falar sobre pílula do dia seguinte?


No Brasil, cerca de 55% das gestações não são planejadas, segundo relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, 2022).

A gestação não planejada pode estar associada a:

  • Início tardio do pré-natal

  • Maior vulnerabilidade social

  • Interrupção de estudos

  • Impacto emocional e financeiro

Oferecer informação correta sobre "pílula do dia seguinte" ou contracepção de emergência é uma conduta ética em saúde da mulher.

Informação adequada reduz riscos e amplia autonomia.


O que é a "pílula do dia seguinte"?


A "pílula do dia seguinte" é um medicamento à base de levonorgestrel, indicado para contracepção de emergência. Ela deve ser utilizada por mulheres que não possuem um método contraceptivo regular e seguro. Por exemplo:

  • quando ocorre uma relação desprotegida

  • quando rompe a camisinha

  • ou quando ocorre o esquecimento de dias da pílula regular.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, o levonorgestrel atua principalmente:

  • Atrasando ou impedindo a ovulação

  • Reduzindo a chance de fecundação

Ela não substitui métodos contraceptivos regulares.


A pílula do dia seguinte é abortiva?


Não.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e o American College of Obstetricians and Gynecologists, a pílula do dia seguinte:

  • Não interrompe uma gravidez já implantada

  • Não atua após a implantação

  • Não provoca interrupção de gestação em curso

Ela age antes que a gestação se estabeleça.


Até quando posso tomar a pílula do dia seguinte?


A recomendação é:

  • Tomar preferencialmente até 72 horas após a relação

  • Quanto antes for tomada, maior a eficácia

Nas primeiras 24 horas, a proteção é mais elevada.Após 72 horas, a eficácia diminui progressivamente.


Como tomar corretamente?


  • Tomar a dose única o mais rápido possível.

  • Se houver vômito em até 2 horas, repetir a dose.

  • Usar método de barreira nas relações seguintes do mesmo ciclo.

Atenção: A pílula do dia seguinte não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.


Onde comprar a pílula do dia seguinte?


No Brasil:

  • Está disponível em farmácias

  • Não exige receita médica

Embora seja vendida sem prescrição, o uso frequente indica necessidade de avaliação ginecológica para escolha de método contraceptivo regular.


A pílula do dia seguinte faz mal?


Quando usada de forma eventual, não.

Pode causar efeitos leves e transitórios, como:

  • Náusea

  • Dor de cabeça

  • Alteração no ciclo menstrual

  • Pequeno sangramento fora do padrão

Não há evidência de que cause infertilidade futura.


Perde a eficácia se usar mais de uma vez?


Não há perda de eficácia por “acostumar o organismo”.

No entanto:

  • A taxa de falha é maior do que métodos contraceptivos regulares.

  • Pode haver irregularidade menstrual.

  • O uso repetido indica necessidade de método contínuo mais eficaz.

A pílula do dia seguinte é uma solução para situações de emergência — não para uso habitual.


Como saber se funcionou?


Não existe confirmação imediata.

O esperado é:

  • Menstruação na data prevista ou com pequeno atraso

  • Se o atraso for maior que 7 dias, realizar teste de gravidez


Quando procurar orientação médica?

  • Uso frequente da pílula do dia seguinte

  • Atraso menstrual significativo

  • Dor abdominal intensa

  • Dúvida sobre método contraceptivo regular

Se você deseja escolher um método seguro e adequado ao seu momento de vida, agende uma avaliação individualizada.

E se gostou deste texto, deixa seu .


📲 WhatsApp: 62 99243-4114


Referências

  • United Nations Population Fund (UNFPA). Situação da População Mundial 2022. Disponível em: https://www.unfpa.org/swp2022

  • Organização Mundial da Saúde. Emergency Contraception. 2018.

  • FEBRASGO. Manual de Anticoncepção. 2022.

  • ACOG Practice Bulletin: Emergency Contraception.


Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.

 
 
 

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© 2025 Por Dra. Julia Cargnin.

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